A revolta de mais um trabalhador na parada resume o sentimento que tem se espalhado entre usuários do transporte coletivo no município de Santo Antônio do Descoberto. Após mais de uma hora de espera pelo ônibus da chamada “integração”, o passageiro desabafou:
“Foi mais uma m3rda que essa prefeita fez, que ódio.”
A declaração forte não nasceu de motivação política, mas do desgaste diário enfrentado por quem depende exclusivamente do transporte público para trabalhar e sustentar a família.
Horas perdidas e nenhuma explicação
Relatos apontam que os ônibus não cumprem horários, não há previsibilidade e tampouco fiscalização efetiva. Na parada de Taguatinga, usuários afirmam esperar longos períodos pelo coletivo e, quando conseguem embarcar, ainda precisam aguardar nova condução por tempo indeterminado.
O resultado é uma rotina marcada por:
- atrasos constantes no trabalho
- descontos salariais
- desgaste físico e emocional
- sensação de abandono
“Não tem hora para sair de casa e nem para voltar. A gente fica à mercê do tempo”, relatou outra usuária.
Implantação sem acompanhamento
Segundo moradores de Santo Antônio do Descoberto, o sistema de integração foi implantado com promessa de melhoria, mas não houve acompanhamento posterior, ajustes de rota ou fiscalização rígida do cumprimento dos horários.
Sem controle efetivo do poder público, o serviço opera de forma irregular, e a população arca com as consequências.
Transporte não é favor
O transporte coletivo é serviço essencial. Quando o trabalhador passa horas em pé aguardando um ônibus que não chega, o problema deixa de ser pontual e passa a ser estrutural.
A indignação cresce na mesma proporção da demora nas paradas. E, enquanto não houver medidas concretas de fiscalização e reorganização do sistema, o sentimento de revolta tende a aumentar.
A população aguarda respostas — e, principalmente, solução.
