Sem uniforme, sem peças, acúmulo de funções: funcionários de Taguatur relatam descaso nas condições de trabalho e exigências feitas para o motorista

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Relatos recebidos pelo Jornal 14 de Maio revelam um cenário preocupante de precarização das condições de trabalho enfrentadas por funcionários da empresa Taguatur.

De acordo com trabalhadores, novos funcionários não recebem uniforme, sendo obrigados a procurar peças usadas entre colegas. Em alguns casos, motoristas relatam que recebem apenas sacolas para tentar encontrar alguma camisa antiga que sirva.

“Tem motorista trabalhando com uniforme usado, rasgado ou fora do padrão. Quem entra agora tem que se virar”, afirmou um funcionário.

Além da falta de uniformes, há denúncias de que não existem peças de reposição suficientes para a manutenção dos ônibus, o que compromete tanto a segurança dos trabalhadores quanto dos usuários do transporte público.

Outro ponto grave relatado é o acúmulo de funções. Motoristas afirmam que estão sendo obrigados a:

  • Conferir manualmente documentos e carteirinhas de passageiros
  • Atuar como cobradores
  • Exercer função de fiscalização, sem treinamento ou respaldo legal

“A gente dirige, confere documento, cobra passagem e ainda fiscaliza. Tudo isso sem estrutura nenhuma”, relatou a fonte.

Os funcionários afirmam que a situação interna “está feia” e que há uma tentativa de esconder a realidade vivida dentro da empresa.

A reportagem reforça que todos os relatos foram obtidos sob condição de anonimato, justamente pelo receio de represálias.

O Jornal 14 de Maio esclarece que o espaço segue aberto para manifestação das partes citadas nesta matéria.

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