Eleição de Daniel Vilela como governador de Goiás traz incerteza sobre o futuro da taxa do agro em Goiás e acende alerta entre produtores rurais às vésperas das eleições 2026

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A suspensão da chamada “taxa do agro” pelo governador Ronaldo Caiado, anunciada semanas antes de seu afastamento do cargo para disputar as eleições de 2026, trouxe alívio momentâneo ao setor produtivo. No entanto, a medida reacendeu um debate que começa a ganhar força no cenário político goiano: a cobrança está definitivamente encerrada ou poderá ser retomada no próximo governo?

A contribuição, que incidiu sobre o agronegócio por cerca de três anos, foi alvo de críticas de produtores rurais e entidades representativas do setor, que apontavam aumento de custos e perda de competitividade. Durante sua vigência, o governo justificou a medida como instrumento necessário para melhoria na infraestrutura das estradas para escoamento da produção.

Suspensão e contexto eleitoral

O fato de a suspensão ter ocorrido a poucos dias do calendário eleitoral levantou questionamentos nos bastidores políticos. Para parte dos produtores, embora a decisão tenha sido positiva, permanece a dúvida sobre sua natureza: trata-se de mudança definitiva de política fiscal ou de uma medida circunstancial?

Especialistas em direito tributário lembram que contribuições estaduais podem ser recriadas ou reestruturadas por meio de novo projeto de lei, desde que haja justificativa fiscal e aprovação da Assembleia Legislativa.

Continuidade política em debate

Com a aproximação das eleições, o nome do vice-governador Daniel Vilela surge como possível representante do grupo governista na disputa ao Palácio das Esmeraldas.

Nesse cenário, produtores rurais começam a questionar publicamente qual será o posicionamento dos pré-candidatos sobre a política tributária voltada ao agronegócio. Em caso de continuidade administrativa, a suspensão será mantida ou poderá ser reavaliada diante do cenário fiscal do Estado?

Até o momento, não há declaração oficial indicando retomada da taxa. Também não há ato legal que impeça que o tema volte a ser discutido futuramente.

Setor pede garantias

Representantes do agro defendem que os candidatos deixem claro, durante a campanha, qual será a política tributária para o setor a partir de 2027. A previsibilidade fiscal é apontada como fator essencial para planejamento de safra, investimentos e geração de empregos.

“O produtor precisa de segurança jurídica. O que impacta é a incerteza”, afirma um representante do setor ouvido pela reportagem.

Tema deve entrar na pauta eleitoral

Analistas políticos avaliam que a tributação sobre o agronegócio pode se tornar um dos temas centrais do debate eleitoral em 2026, especialmente em um Estado cuja economia tem forte base rural.

Diante disso, a pergunta que ecoa no campo é direta: a suspensão da taxa representa um ponto final ou apenas um intervalo?

A resposta dependerá do posicionamento público dos candidatos e, sobretudo, da decisão do eleitor goiano nas urnas.

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