Cerca de 80 famílias estão há aproximadamente um mês sem qualquer fonte de renda em razão da falta de trabalho após a desativação do lixão do município. Com o fechamento da área, quase uma centena de famílias que dependiam da atividade de reciclagem ficaram sem condições mínimas de prover sua subsistência.
Catadores que atuavam no lixão relatam que, antes das eleições, a prefeita Jéssica do Premium esteve no local, conversou individualmente com os trabalhadores e prometeu que, mesmo com a desativação do lixão, nenhum deles ficaria desamparado. Segundo os relatos, a prefeita teria garantido apoio da Prefeitura para a criação de uma cooperativa de catadores, assegurando trabalho e renda às famílias afetadas.
No entanto, com o passar do tempo, a proposta apresentada pelo Executivo municipal teria sido alterada. De acordo com os catadores, a nova condição imposta previa que os próprios trabalhadores contraíssem empréstimos para montar a cooperativa, enquanto a Prefeitura entraria apenas com a cessão do terreno — uma alternativa considerada totalmente inviável pelos trabalhadores, especialmente pela falta de conhecimento técnico e financeiro para assumir esse tipo de compromisso.
Ainda segundo os relatos, quando a proposta foi apresentada pela prefeita e pelo secretário municipal de Meio Ambiente, Walteir Dias, os catadores foram informados de que, caso aceitassem o acordo, permaneceriam de cinco a seis meses sem qualquer remuneração. Além disso, foi dito que, se a cooperativa não prosperasse e viesse a ser encerrada, todo o investimento realizado ficaria sob responsabilidade do município.
Com a indefinição e a ausência de medidas concretas, o tempo passou e, atualmente, os catadores afirmam estar completamente abandonados pelo poder público. Além de estarem sem renda, eles denunciam que estão impedidos de atuar até mesmo na área de transbordo, o que agrava ainda mais a situação social das famílias afetadas.
Os trabalhadores cobram uma resposta urgente do Executivo municipal e medidas efetivas para garantir trabalho, renda e dignidade às famílias que ficaram sem sustento após a desativação do lixão.
