Ministro Alexandre de Moraes manda irmãos Caiados e seus homens desocuparem a área do Quilombola Antinha de Baixo em Santo Antônio do Descoberto

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Decisão do ministro Alexandre de Moraes encerra disputa fundiária histórica e repercute entre moradores de Santo Antônio do Descoberto (SAD)

Uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), proferida nesta terça-feira, 27 de janeiro de 2026, colocou fim a um dos conflitos fundiários mais antigos de Santo Antônio do Descoberto (GO). O caso envolve a área conhecida como Quilombo Antinha de Baixo, localizada no município do Entorno do Distrito Federal, e impacta diretamente centenas de famílias que acompanham as notícias de SADE e da cidade.

A disputa judicial teve início há mais de 80 anos, a partir de uma ação de reintegração de posse movida pela família Caiado. No passado recente, cerca de 400 famílias foram obrigadas a deixar a área, após decisões judiciais que autorizaram a retirada dos moradores e a derrubada de casas no local.

Diante do agravamento do conflito social, o STF chegou a determinar a suspensão das derrubadas e a interrupção da reintegração, garantindo temporariamente a proteção dos moradores de Santo Antônio do Descoberto. Mesmo assim, homens ligados à família Caiado permaneceram na área, aguardando a decisão definitiva da Justiça.

Com a decisão anunciada hoje, o ministro Alexandre de Moraes determinou a desocupação total da área, encerrando a controvérsia judicial sobre a posse do território. A medida coloca um ponto final no impasse que há décadas mobiliza a cidade e figura com frequência nas notícias de Santo Antônio do Descoberto.

Moradores que ainda aguardavam a possibilidade de retornar às suas casas comemoraram o encerramento da disputa, destacando o fim do período de indefinição jurídica. Para a população local, o desfecho representa o encerramento de um capítulo marcado por insegurança, deslocamentos forçados e tensão social.

O caso do Quilombo Antinha de Baixo, em Santo Antônio do Descoberto, evidencia a complexidade dos conflitos fundiários no Brasil e reforça a necessidade de soluções que considerem o impacto social sobre comunidades tradicionais. O tema segue repercutindo entre os leitos, que acompanham diariamente as notícias da cidade.

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